Corações partidos. É só isso que vão restar. Eu aqui, você ai. Só isso vai restar. Restará também lembranças, ah, as malditas lembranças que com certeza restarão. E de quebra, junto as lembranças. As lágrimas nascendo nos olhos, percorrendo toda a estrutura do rosto e morrendo ao cair no chão. Morrendo assim como o amor que acabará de morrer. E mais uma vez vejo meu coração de vidro em pedaços. Pedaços que demoro semanas, semanas que se tornam em meses, e meses que se tornam em anos. Só para juntar os cacos de um coração de vidro, que você ousou brincar e jogar ao chão. Mais eu me recomponho e decido que vou esquecer-te. Mais como ? Se a noite insiste em lembrar-me que você esta em mim como uma cicatriz, cicatriz que ganhei após mais uma vez juntar os pedaços do meu coração de vidro. Não quero mais juntar cacos com a companhia da solidão. Não quero outra vez juntar cacos do meu próprio coração. Não quero. Seria pedir muito, pedir pra seguir em frente sem olhar pro passado ? Ou apenas seguir sem ter novamente meu coração de vidro quebrado ? Talvez!
Por: Otylon Fagundes
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