Foi-se o tempo de muitos abraços calorosos, de beijos, que de amor e paixão, ardia, queimava, cada milímetro da minha alma.
Foi-se o tempo em que eu sorria de verdade, foi-se o tempo em que eu te vi parti, e com sua partida, vi me coração se despedaçar, e até hoje eu ainda tento, juntar as partes que restaram, foi-se o tempo em que eu achava que poderia continuar adiante.
E só me restou a saudade, só me restou saudade, saudade de te ver, como eu via, de te abraçar, como um dia já abracei, saudade de te beijar como um dia beijei, saudade de te sentir como eu te senti um dia...
E só me restou a saudade, somente a saudade, triste saudade...
domingo, 23 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Voltas e mais voltas
Voltas e mais voltas, é o resumo da minha vida, quando se trata de você, porque por mais que eu caminhe, por mais que eu diga que estou seguindo adiante, eu irei voltar pra você, sem querer, sem perceber, sem entender, e quando eu me der conta já estarei ao teu lado mais uma vez.
E não se trata de voltar, e sim, que o meu "adiante" é você, porque é você e só você que eu sempre quis, me machuca muito esse meu jeito de pensar, me machuca saber que eu realmente não sou capaz de te deixar no meu passado, chega a ser egoísta esse meu sentimento, que não quer te aceitar apenas como uma amiga, que sempre quer voltar, e quer viver tudo de novo o que vivemos um dia.
Me machuca saber que vou escrever e tu não vai ler, e então eu me pergunto, se eu não sou capaz de seguir em frente sozinho, porque você não me torna capaz? E ainda existem horas em que a tristeza de não ter aqui, se torna insuportável, e eu me pergunto, porque não abandona tais sentimentos por mim?
Porque não me abandona aqui mesmo e me deixa afundar, talvez a sensação de saber que nada de você restou, que não vou mais poder te ver, nem te ouvir, talvez essa sensação, de que você deixou de existir em meu mundo, me faça sofrer menos.
A cegueira causada por essa dor insuportável que eu sinto no peito as vezes, me faz ser cruel contigo e com teus sentimentos, me obrigando a fazer essas perguntas cruéis, como se isso fosse curar a minha dor.
Como se meu sorriso falso e sem vida, esse que restou depois que você se foi, fosse a solução pra eu seguir adiante. Desculpa.
Desculpa, mas eu não me tornei maduro o suficiente pra lidar com a nossa distância, desculpa, mas eu realmente ainda te quero ao meu lado mais que tudo nesse mundo.
E as horas vão passar, os dias, as semanas, os meses e os anos irão passar, como já passaram desde que você se foi, e eu ainda não enxerguei meu futuro sem você. Desculpa...
E não se trata de voltar, e sim, que o meu "adiante" é você, porque é você e só você que eu sempre quis, me machuca muito esse meu jeito de pensar, me machuca saber que eu realmente não sou capaz de te deixar no meu passado, chega a ser egoísta esse meu sentimento, que não quer te aceitar apenas como uma amiga, que sempre quer voltar, e quer viver tudo de novo o que vivemos um dia.
Me machuca saber que vou escrever e tu não vai ler, e então eu me pergunto, se eu não sou capaz de seguir em frente sozinho, porque você não me torna capaz? E ainda existem horas em que a tristeza de não ter aqui, se torna insuportável, e eu me pergunto, porque não abandona tais sentimentos por mim?
Porque não me abandona aqui mesmo e me deixa afundar, talvez a sensação de saber que nada de você restou, que não vou mais poder te ver, nem te ouvir, talvez essa sensação, de que você deixou de existir em meu mundo, me faça sofrer menos.
A cegueira causada por essa dor insuportável que eu sinto no peito as vezes, me faz ser cruel contigo e com teus sentimentos, me obrigando a fazer essas perguntas cruéis, como se isso fosse curar a minha dor.
Como se meu sorriso falso e sem vida, esse que restou depois que você se foi, fosse a solução pra eu seguir adiante. Desculpa.
Desculpa, mas eu não me tornei maduro o suficiente pra lidar com a nossa distância, desculpa, mas eu realmente ainda te quero ao meu lado mais que tudo nesse mundo.
E as horas vão passar, os dias, as semanas, os meses e os anos irão passar, como já passaram desde que você se foi, e eu ainda não enxerguei meu futuro sem você. Desculpa...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Me resta esperar...
E agora, o que restou?
O que restou depois de todo esse tempo? Agora que me encontro fechando as cicatrizes em meu peito, o que restou?
Uma agulhada para cada momento feliz que não irá voltar, uma lágrima pra cada foto vista, uma lágrima para cada mensagem, para cada carta lida...
E o tempo não para, a cada hora, um sorriso a menos, esquecido no tempo, a cada dia, menos um abraço, e o frio predomina, congela e arde um coração que já sofre com as cicatrizes que nunca se fecham.
E as lembranças? aquelas que um dia jurei que me fariam rir, que seriam o motivo pra seguir adiante, hoje só me fazem querer voltar lá trás...
Há, quanta saudade, pudera o tempo voltar, mais uma chance de achar o sentido pra uma vida, pudera sorrir de novo, pudera sentir o calor de um abraço apertado, um olhar sincero, viver um sentimento verdadeiro.
E agora o que restou?
Restou a saudade que tanto machuca, restou as lembranças que de certa forma ainda me provocam um tímido sorriso ao lembrá-las, restou aceitar que a distância atrapalha, aceitar que a agulha e linha com que hoje eu fecho minhas cicatrizes, machucam antes, fura e dilacera, para só depois fazer algum efeito.
Mais que tudo isso, restou a esperança, sensação boa e verdadeira que me permite respirar, que está pronta pra me fazer acreditar que os bons momentos, os abraços, os sentimentos, tudo isso, um dia irá voltar...
Me resta esperar...
O que restou depois de todo esse tempo? Agora que me encontro fechando as cicatrizes em meu peito, o que restou?
Uma agulhada para cada momento feliz que não irá voltar, uma lágrima pra cada foto vista, uma lágrima para cada mensagem, para cada carta lida...
E o tempo não para, a cada hora, um sorriso a menos, esquecido no tempo, a cada dia, menos um abraço, e o frio predomina, congela e arde um coração que já sofre com as cicatrizes que nunca se fecham.
E as lembranças? aquelas que um dia jurei que me fariam rir, que seriam o motivo pra seguir adiante, hoje só me fazem querer voltar lá trás...
Há, quanta saudade, pudera o tempo voltar, mais uma chance de achar o sentido pra uma vida, pudera sorrir de novo, pudera sentir o calor de um abraço apertado, um olhar sincero, viver um sentimento verdadeiro.
E agora o que restou?
Restou a saudade que tanto machuca, restou as lembranças que de certa forma ainda me provocam um tímido sorriso ao lembrá-las, restou aceitar que a distância atrapalha, aceitar que a agulha e linha com que hoje eu fecho minhas cicatrizes, machucam antes, fura e dilacera, para só depois fazer algum efeito.
Mais que tudo isso, restou a esperança, sensação boa e verdadeira que me permite respirar, que está pronta pra me fazer acreditar que os bons momentos, os abraços, os sentimentos, tudo isso, um dia irá voltar...
Me resta esperar...
Quem dera...
Quem dera as melhores lembranças não machucassem tanto hoje, quem poderia imaginar que algo tão bom, quanto a sensação de felicidade de um determinado momento, poderia se transformar na mais pesada tristeza, e machucar tanto no futuro.
Há, quem dera a distância e o tempo não influenciasse tanto em coisas tão delicadas quanto um sentimento, pudera eu estar sempre presente, pudera eu preencher minha ausência, e com isso talvez consertar tudo o que eu acho errado ou injusto hoje.
Quem dera, simples, porém belas e verdadeiras palavras surtissem algum efeito, quem dera perceber que nem só de atitudes se forma um ser, perceber que as vezes a maior e melhor das atitudes, é "não ter atitude", e no lugar disso o mais simples, puro e verdadeiro olhar, sem julgar ou avaliar, sem pensar, sem falar, e que todo o resto ficasse por conta do silêncio.
Quem dera a saudade não evoluir, não crescer, quem dera ela não fizesse meu peito doer, a cada carta lida, a cada foto vista.
Há, quem dera o tempo voltar, quem dera o tempo voltar e parar...
Quem dera, eu ter a vida perfeita, apenas por um dia...
Quem dera...
Há, quem dera a distância e o tempo não influenciasse tanto em coisas tão delicadas quanto um sentimento, pudera eu estar sempre presente, pudera eu preencher minha ausência, e com isso talvez consertar tudo o que eu acho errado ou injusto hoje.
Quem dera, simples, porém belas e verdadeiras palavras surtissem algum efeito, quem dera perceber que nem só de atitudes se forma um ser, perceber que as vezes a maior e melhor das atitudes, é "não ter atitude", e no lugar disso o mais simples, puro e verdadeiro olhar, sem julgar ou avaliar, sem pensar, sem falar, e que todo o resto ficasse por conta do silêncio.
Quem dera a saudade não evoluir, não crescer, quem dera ela não fizesse meu peito doer, a cada carta lida, a cada foto vista.
Há, quem dera o tempo voltar, quem dera o tempo voltar e parar...
Quem dera, eu ter a vida perfeita, apenas por um dia...
Quem dera...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Vivendo sozinho em meio a tantos outros
Eu vi e escrevo a história de um homem sozinho, esse homem que lutou com todas as suas forças para superar os obstáculos da vida, eu dediquei um certo tempo para observá-lo, vi que esse homem corria todos os dias de sua vida, em seu rosto, o retrato de um certo desespero, talvez uma descontentação, ou até mesmo medo.
Eu percebi que esse homem corria como se um monstro sempre estivesse perseguindo-o, porém, em raros momentos esse homem olhava com certa tristeza em deixar esse monstro pra trás, fico confuso em tentar entender o que se passava naquela cabeça.O homem buscava algo que nunca encontrava, rostos e mais rostos ficando para trás, com o passar dos dias, gargalhadas surgiam para atormentá-lo. Seus olhos imploravam por piedade antes que o mesmo acabasse com a própria vida, suas lágrimas já não aquecia sua pele ao escorrer rosto abaixo, elas evaporavam no ar.
O homem pedia por ajuda, clamava por alguém que ouvisse seus gritos, o homem não queria devolver ao mundo o que ele recebeu, o pensamento vingativo e solitário não fazia parte da formação daquele que tanto luta por um dia de sol e de ar puro, mas é uma luta difícil, pois além de ter que lutar com tudo e todos à sua volta, o homem também tinha enfrentar dia-a-dia, aquele monstro que sempre o perseguia, o monstro que ele também se recusava a deixar pra trás.
Tal monstro atendia pelo nome de Passado, esse que com um único grito, conseguia separar o homem de sua alma, transformando seu corpo num recipiente vazio para que pensamentos dolorosos e vingativos tomassem posse, com o passar de suas unhas, arrancava a pele do já tão frágil homem, deixando-o para sofrer na prisão gelada dos corações frios, onde o vento forte arrancava-lhe a carne, arrancava-lhe o pouco sangue que restava para aquecer seu corpo dolorido e cheio de cicatrizes.
Ele precisava daquilo pra continuar à viver, o homem também se recusava a dar um fim à própria vida pois ele a valorizava muito, ele sabia que só de estar ali, ele já era um ser grandioso, logo, para ter o poder de suas memórias ele pretendia lutar sempre, pela eternidade se preciso, ou pelo menos enquanto seu corpo durasse.
E era isso mesmo que iria acontecer, pois Passado não podia ser derrotado, nem ser deixado para trás, muito menos esquecido, pois Passado fazia parte daquele homem, não só fazia como também era essencial para que o mesmo seguisse com sua vida adiante.
A luta mais uma vez chegava ao seu fim, mas apenas uma luta, das muitas outras que já tinham sido travadas e das muitas outras que ainda estavam pra acontecer. Então o homem baixava sua guarda e soltava suas armas, Passado por sua vez, devolvia ao homem sua pele e alma que lhe foram arrancados durante a intensa batalha, os dois se encaravam, palavra alguma se ouvia.
Ao fim do dia ambos se despediam, Passado dizia: "adeus nobre homem." o homem então respondia: "até logo experiência." Sim, Passado também era conhecido por "experiência" o mesmo era responsável por guardar consigo os tropeços do homem e era encarregado de proteger o mesmo para evitar se machucar mais com o mesmo erro.
Agora, mais aliviado o homem podia observar tudo à sua volta, ele enxergava que inúmeras outras batalhas como essa que ele acabou de sair acontecia ao mesmo tempo, todas aquelas pessoas que estavam à sua volta e que o negavam ajuda estavam à confrontar seus próprios inimigos também. Então o homem entendeu que não se tratava de negar ajuda ou uma imensa falta de compaixão com o próximo, muito pelo contrário, as pessoas também se encontravam no mesmo estado que ele e queria evitar a todo custo mais batalhas.
O homem percebeu também que não era só ele que estava sozinho, todos estávamos, cada qual com seu próprio inimigo à confrontar e com suas próprias cicatrizes para costurar, inclusive eu que sou só mais um vivendo sozinho em meio a tantos outros.
Num momento em que não me encontrava travando a minha batalha, assim como aquele homem após terminar a sua, pudera observar tudo aquilo e com um caderno e lápis em mãos eu registrava fielmente todo o acontecido, ao meu lado se encontrava experiência, a minha experiência, que com um pano umedecido em água morna, passava gentilmente sobre meu corpo na tentativa de estancar o sangramento que a mesma tinha causado na luta mais cedo.
O que há além da amizade?
É, o que há além de uma amizade muito forte?
Sem contar os valores como o companheirismo por exemplo...
Pulo essa parte porque da amizade que falo agora, é forte demais, sou um rapaz de sorte;
Mas, o que será que tem lá dentro?
Vamos ver, como se cria uma amizade;
É preciso que ambas as pessoas se gostem...
É preciso que ambas se gostem muito para que possa surgir verdadeira amizade;
Sei de tudo isso;
Mas é algo muito forte, está fora da minha realidade...
A nossa amizade é uma corrente, e o elo que nos liga é de diamante;
O elo de diamante é impossível de quebrar...
Amizade assim não se pode comprar;
É algo tão verdadeiro e gratificante, não acho palavras, não há o que falar...
É preciso amor, pra um sentimento tão forte se concretizar;
Mas esse amor, que já é imenso aqui dentro de mim...
Será que esse amor pode acima de tudo prevalecer?
Essa é uma dúvida que me perturba, queria conseguir explicar...
Enfim, são tantas dúvidas;
Ainda estou imerso naquela minha adorável confusão de sentimentos...
Sei o que sinto, sei o que quero, mas não sei explicar;
Não acho palavras, simplesmente não há...
Enfim, chega de tentar esclarecer;
É impossível e são tantas coisas para se dizer...
Obrigado é a última palavra que irei falar;
Obrigado por estar aqui, obrigado por existir, obrigado por me deixar te amar...
Obrigado por me fazer sorrir...
Poema dedicado à: Jullie Lucon
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Meu mundo sem mim...
Sempre foi assim;
Eu te perguntava como estava, o que sentia...
Dizia que tudo bem, faltar com a verdade era o que mais fazia;
Por muitas vezes estive abraçado à ti;
O calor do teu coração não me aquecia...
Sempre foi assim;
Eu fazia tudo por ti, sempre pra ter aquele sorriso só para mim...
Mas nada era realmente suficiente;
Aqui dentro eu sabia que teu sorriso não duraria para sempre...
Sempre foi assim;
Sempre te quis ao meu lado...
Mas meu sentimento nunca foi suficiente;
Você se foi e consigo levou esse meu coração estilhaçado...
Sempre foi assim;
Eu imaginei mil sonhos com você...
Pedi, implorei para todas as forças do universo, para não te perder;
Mas tudo tem que ter o seu fim...
"-Sempre foi assim, você é meu mundo sem mim..."
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