domingo, 29 de janeiro de 2012

São coisas da vida.

Eis que chegou mais um dia, estou abrindo os olhos, esses que se intimidam e muito com a claridade, tudo fica branco e eu não consigo enxergar nada, aos poucos minha visão torna.
  Digamos que essa é uma experiência bem familiar minha, ou até mesmo de qualquer outra pessoa, enfim, é a reação que tenho com algumas coisas que sou obrigado a ver, crer ou até mesmo passar nessa vida.
  Como diria os mais velhos, não sou nem um pouco vivido, ainda não sei o que é a vida, logo não tenho direito de escrever (reclamar da vida) algo assim, pelo menos é assim que eles devem pensar. Eu concordo com isso sim, não estou nem perto de ter a idade suficiente pra tentar entender, aceitar e depois reclamar de alguns fatos dessa vida, e quer saber? Até agradeço por isso.
  Creio não ter uma mente suficientemente formada e blindada para suportar tais acontecimentos impostos pela vida, porém, posso muito bem dizer que os dias são outros, que a minha realidade é completamente diferente da realidade de quarenta ou cinquenta anos atrás, os fatos são outros, as coisas que ofuscam a minha visão por seus determinados motivos são outras, (é uma pena que esse ofuscamento seja em sua maioria uma decepção) porém não tenho muito o que comentar.
  São coisas da vida, eu acordo para mais um dia, por um instante meus olhos se recusam a enxergar, vou tateando para encontrar o meu destino, aos poucos a visão torna a voltar, é mais ou menos assim, as coisas acontecem ao decorrer dos dias, das semanas, dos meses, até mesmo dos anos, enfim, eu vivo, consequentemente devo aceitar as regras para se viver, se a minha vista se ofusca mais uma vez com uma decepção, cabe a mim seguir meu caminho tateando até que novamente eu possa contar com os meus olhos outra vez.
  Preciso falar que existem momentos em que eu não enxergo, não ouço, simplesmente não sei de nada, simplesmente me perco em uma espécie de dimensão paralela ao meu mundo, de onde eu não quero sair de forma alguma, isso acontece devido aos raros momentos felizes que tenho, é nesses momentos que encontro o fôlego suficiente pra seguir em frente.
 Afinal, é assim que todos nós fazemos não é mesmo? Buscar nas simples coisas da vida, nas pessoas que são importante para nós, o oxigênio necessário para seguir adiante nesse campo de batalha, a verdade é que o que nos é tirado de forma bruta, dolorosa, sem consideração alguma e de uma vez só, vai sendo reposto aos poucos com esses momentos felizes, os quais ficam em nossa mente para que sempre possamos voltar à recordar essas memórias sempre que precisar, e assim segue-se a vida, com todos os seus altos e baixos ainda assim é um presente pra quem pode viver.
  Enfim, vamos viver!
" - Bom, não sei se é isso o que esperava que eu escrevesse, (na verdade eu tenho certeza que não é) enfim, mas como eu já disse, eu estou tentando, dando meu melhor mesmo, logo, pretendo melhorar e muito isso aí, uma hora dessas eu consigo escrever algo realmente bom, e é isso, eu espero que goste."

Texto dedicado à Marília Beluchi

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Help! (O planeta pede ajuda)

  Ei, você que trabalha o dia inteiro, e você que fica na internet horas e mais horas, ei, você que não liga para nada à sua volta, você, que só se importa com você e no máximo algumas poucas pessoas à sua volta.
  Tenho algo à dizer para todos vocês, algo à dizer para todos nós... O mundo em que vivemos vai muito além de nós mesmos, muito mais além de nossos familiares e parentes, vai muito além de nossos animais de estimação, olha, o nosso mundo vai muito mais além do nosso quintal.
  Pare pra pensar por 30 minutos, pegue um dia para ver os rios da cidade onde mora, estão todos poluídos, olhe para as poucas árvores que restaram à sua volta, olhe para o alto e veja quantas chaminés sujam o nosso céu.
O que vou me perguntar agora serve para todos nós, pergunto-me, "O que vamos deixar para nossos filhos?"
  Afinal, qual é a nossa visão de futuro para eles? Queremos ser bem sucedidos na vida, para poder dar o melhor para eles? sim, claro, todo pai que se preze quer isso para o seu filho, mas de que adianta nós apenas focarmos todo nosso esforço apenas no trabalho? do que adianta uma boa casa e um bom carro quando o próprio planeta não concederá mais uma boa qualidade de vida, e a saúde dos nossos filhos?
  Nem todo trabalho do mundo dará uma vida saudável para eles, eles nascerão saudáveis sim, é o que todos queremos, mas eu falo que o dia-a-dia os deixará vulneráveis a todo tipo de doença, é isso que eu quero dizer. Precisamos acordar, precisamos cuidar não só do nosso patrimônio, precisamos cuidar do nosso planeta, temos que retribuir tudo o que ele nos deu e ainda nos dá, temos que devolver tudo o que ele  deu para nossos avós, para nossos pais...
  Se não fizermos nada agora, quem fará? será que vamos continuar a errar assim como nossos antepassados? será que vamos mesmo continuar batendo na mesma tecla? Sempre passando a obrigação para frente, de nós para nossos filhos, dos nossos filhos para nossos netos, e assim por diante?
  Ei, vamos acordar, o nosso planeta pede socorro, e não é de hoje, então não devemos esperar o pior, não podemos esperar nem mais um dia, não devemos esperar que a Natureza mãe declare guerra à seus próprios filhos, seria uma luta extremamente justa e acreditem nós perderíamos facilmente.
É, estamos lidando com uma força infinitamente superior à nós, estamos literalmente brincando com a paciência da nossa verdadeira mãe, vamos concordar que somos filhos ingratos, devemos perceber também  que quando o castigo vem, ela não pega leve, e podemos reclamar? Não, nós não podemos reclamar de nada, pois estamos apenas levando a lição merecida por tudo o que estamos fazendo com ela.
  E isso ainda não é nada, todos nós sabemos que nossa mãe é capaz de muito mais, ela só está nos avisando, tentando nos corrigir. Vamos acordar, nós realmente precisamos, não precisamos buscar soluções, elas já estavam aparecendo aos poucos, devemos reconhecer que alguns de nós já vinham acordando para essa verdade catastrófica, e com isso, temos algo à comemorar ao menos.
  Temos muito à agradecer à esses que já vem percebendo e fazendo a parte deles para melhorar o nosso planeta. É isso, vamos reflorestar as nossas florestas, vamos despoluir e devolver a vida aos nossos rios e mares, vamos acabar com a produção desenfreada e sem controle das fábricas que só visa o lucro acima de tudo sem pensar nas atrocidades que a mesma causa ao nosso planeta.
  Vamos ser mais humanos, vamos aquecer os nossos corações para essa causa, vamos dar um motivo à mais para as próximas gerações se orgulharem de nós, nós não temos a cura para a ferida que causamos ao nosso planeta, mas já temos alguns remédios que ajudará na cicatrização dessa ferida. Pense nisso!

Ei, você que acabou de perder alguns minutos do seu dia lendo esse texto, levante-se e faça algo pelo nosso planeta agora mesmo, a Natureza agradece!  

Muito obrigado por ler! 

  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

E esse é só mais um desabafo...

Pra aliviar a pressão que existe em meu peito agora, pra amenizar essa imensa tristeza de não ter mais você ao meu lado.
  É difícil, mas eu me esforcei pra aceitar que te querer aqui perto é algo além da minha realidade atual, hoje, assim como todos os dias eu sinto uma saudade imensa de você e com essa saudade, me vem os bons momentos que passamos juntos, os momentos em que eu não tinha nada a temer, não tinha porque chorar...
 O céu era sempre mais bonito naquela época, em que eu ia embora já pensando em quando ia voltar pra te ver de novo, pra te abraçar...
 Saudade é demais mesmo, e eu só posso aceitar, e de tempos em tempos eu vou mais uma vez ao teu encontro, renovar minhas esperanças, pra quando voltar pra casa conseguir seguir com minha vida um pouco mais adiante...
  E é isso, não tenho nada mais a dizer, só queria registrar aqui mais um momento meu.

Quem sabe um dia possamos ler isso juntos, e assim então eu possa dar risadas desse texto aqui, assim como de muitos outros já escritos anteriormente...

Eu simplesmente te amo demais...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sou o que restou (viver sem sorrir não dá...)


Sou o que restou de uma vida de falsas alegrias, de forçadas lembranças;
Sou o que sou, mas sinto que nada de mim restou...
Sou o que restou das minhas lágrimas jogadas ao mar;
Sou o que restou dos meus gritos jogados ao vento...

Sou apenas isso, apenas o que restou, apenas o que sobrou;
Sou o que sobrou dos dias perdidos...
Sou as palavras das conversas ignoradas;
Sou apenas um olhar sem brilho que não enxerga nenhuma esperança...

Sou o sentimento ignorado;
Sou o sangue que escorre de um coração dilacerado...
Sou a personificação da descrença no amor;
Sou o ódio em pessoa, nada mais restou, tudo se foi e eu respiro o rancor...

Sou uma vida falsa e delirante;
Vivendo à sombra do que eu fui e fiz no passado...
Vivendo às custas das falsas memórias que me traziam inebriante felicidade;
O que hoje se tornou algo estranhamente sufocante...

Sou eu, perdido nos retratos do meu passado alegre;
Sou eu, o que restou daquele que recordava o passado entregue as lágrimas...
Sou eu, que acordei e vi que a vida não parou porém o meu mundo sim;
Sou o que sobrou de um desesperado que viveu à sombra do próprio passado...

Sou o que sobrou, um corpo jogado ao chão envolto em próprio sangue;
Sou o que sobrou, um rosto que ostenta o olhar sem brilho de uma vida torturante...
Sinto lágrimas do canto do olho escorrer, já não tenho motivos, porém não consigo conter;
Pergunto-me, é assim que daqui pra frente iria viver?

Se assim for, foi a decisão certa a se tomar;
Meu corpo jogado ao chão, o coração sangra e eu não me movo para estancar...
Desisto de viver nessa falsidade, contando apenas com o ódio pra me consolar;
Sou o que sobrou, como pode ver, nada restou...

Viver sem sorrir não dá...