quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um báu

As vezes, olho lá pra traz, pra tudo que passei até chegar aqui, e então um tímido sorriso nasce em meu rosto, embora nem tudo tenha sido flores na estrada da minha vida
tenho a audácia de sorrir. Sorrir para esquecer os espinhos, espinhos que me feriram e me trouxeram tantas cicatrizes. Cicatrizes que ficaram em minha mente e coração,
cicatrizes que me obrigaram a crescer e evoluir.
As vezes, me olho no espelho, tentando ver o reflexo da minha alma. E a Vejo, marcada e ensanguentada pelos golpes que a vida me aplicou. Vejo também
o reflexo do meus olhos negros, e então eles dizem tudo, tudo o que sinto, mais sem nenhuma palavra. Eles mostram o tamanho do meu desejo de toca-lá e beija-lá. Eles me entregam. E então fecho os olhos
na esperança de esconder a verdade. E posso senti-lá gritando dentro de mim. Mas sou persistente e a mantenho aprisionada em um báu que dei o nome de coração.
Um báu sem fechaduras ou trancas, enterrado no deserto do meu peito. E nesse báu guardei tudo que é nescessário. uma verdade desnescessária, umas memórias envelhecidas e uma fotografia de nós dois.

Por: Otylon Fagundes

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