sábado, 12 de março de 2011

Sexta-feira 11

Eu viajei com meus amigos;
Na intenção de ver outros amigos...
A saudade já era demais;
Por mais que a saúde não deixasse, graças a eles, não voltei atrás...

Cheguei lá... a felicidade é inevitável;
Uma sensação tão boa, algo inimaginável...
Pelo menos pra mim;
Não posso dizer que qualquer um se sinta assim...

Pois bem, fomos a praça;
Local de reencontros, hora de matar as saudades...
Pena não ter ficado o suficiente;
Para que ao menos matasse a minha vontade...

Vi tudo e todos;
Vi meu afeto, a que eu mais quero ver bem...
A que mais me deu vontade de ver;
A que mais me motivou à aparecer...

Vi meu passado, esse que não posso dizer se é bom ou se é ruim;
O tempo todo permaneceu ao meu lado...
Mas uma vez me iludiu;
Me fez pensar errado...

Os amigos, irmãos, de certa forma, selaram meu sofrimento;
Fiquei anestesiado com tudo aquilo no momento...
Mas sabia que se não fosse por eles;
Memórias muito fortes me dilacerariam por dentro...

Mas tudo bem;
No final tudo correu bem...
Acho eu que sim;
Não posso dar certezas se tudo deu certo para mim...

Quem eu mais queria ao meu lado não estava;
E estava, mas não do jeito que eu queria...
Não fazia sentido... nada sentia;
Tenho certeza, meu passado me impedia...

Mas no fim, por alguns minutos eu pude ter;
No fim, por alguns minutos, eu pude sentir...
Pude sonhar;
Com o abraço dela, pude sorrir...

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