domingo, 1 de julho de 2012

O que o destino quer me mostrar?

Eu quero conversar, quero ouvir e ser ouvido...
Eu queria saber o que era essa tal calor humano, será que ele ainda existe?
Quero abraçar e ser abraçado;
Esse tal calor humano, será que ele aquece mesmo quem acredita e insiste?

Sinto falta de uma interação;
Mas não é de qualquer interação, sinto falta da emoção, me encontro de mãos dadas com a solidão...
Cadê os sentimentos, cadê? Se foram com o vento?
Onde foi parar o meu coração?

Me abandonou, me deixou ao relento;
Abandonou meu peito por conta própria, congelou com o vento...
Sou um recipiente oco, sem amor, sem calor, sem vida;
Meu coração, seco, sem vida, dele não se escuta nem a mais fraca batida...

Abandonados, dilacerados, destruídos, esquecidos;
Gritamos, não nos escutaram, não nos regataram, sequer fomos percebidos...
A lágrima quente escorreu, levando consigo o pouco calor;
Apagando de vez aquela pequena brasa que um dia fora a chama ardente do amor...

Chama que queimava e ardia;
A chama do amor que ardia, coração que batia à todo vapor...
Coração que a tristeza até então não conhecia;
Mas o chama se apagou, a tristeza se apresentou e no lugar do amor só restou o gélido rancor...

Rancor, por não saber o que fazer, por não saber o que dizer;
Eu só queria amar, só queria que meu frágil corpo pudesse novamente se esquentar...
Eu só quero novamente poder viver, escutar meu coração novamente bater;
Esquecer você que me abandonou, seguir em frente e enxergar o que o destino tem a me mostrar...

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