E agora, o que restou?
O que restou depois de todo esse tempo? Agora que me encontro fechando as cicatrizes em meu peito, o que restou?
Uma agulhada para cada momento feliz que não irá voltar, uma lágrima pra cada foto vista, uma lágrima para cada mensagem, para cada carta lida...
E o tempo não para, a cada hora, um sorriso a menos, esquecido no tempo, a cada dia, menos um abraço, e o frio predomina, congela e arde um coração que já sofre com as cicatrizes que nunca se fecham.
E as lembranças? aquelas que um dia jurei que me fariam rir, que seriam o motivo pra seguir adiante, hoje só me fazem querer voltar lá trás...
Há, quanta saudade, pudera o tempo voltar, mais uma chance de achar o sentido pra uma vida, pudera sorrir de novo, pudera sentir o calor de um abraço apertado, um olhar sincero, viver um sentimento verdadeiro.
E agora o que restou?
Restou a saudade que tanto machuca, restou as lembranças que de certa forma ainda me provocam um tímido sorriso ao lembrá-las, restou aceitar que a distância atrapalha, aceitar que a agulha e linha com que hoje eu fecho minhas cicatrizes, machucam antes, fura e dilacera, para só depois fazer algum efeito.
Mais que tudo isso, restou a esperança, sensação boa e verdadeira que me permite respirar, que está pronta pra me fazer acreditar que os bons momentos, os abraços, os sentimentos, tudo isso, um dia irá voltar...
Me resta esperar...
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